A escoliose é o nome dado à curvatura lateral da coluna. Em muitos casos, ela não traz problemas ou desconfortos associados. No entanto, quando sua evolução é muito acentuada ou rápida, exige acompanhamento e intervenção cirúrgica.
O tipo mais comum de escoliose é a idiopática. Ou seja, sem causas definidas. É um problema de coluna que raramente leva a complicações de saúde e sua evolução costuma ser lenta. Ainda assim, diagnosticá-la precocemente é importante pois garante maiores chances de estabilizar o problema.
Isso é especialmente importante quando se trata de escoliose idiopática juvenil. Isso porque, ao longo da vida, a tendência é a curvatura da coluna aumentar a ponto de se tornar incapacitante, corrigível apenas com cirurgia.
Saiba mais sobre a escoliose idiopática do adolescente (EIA), como é o tratamento de escoliose e em quais situações considera-se cirurgia de coluna para corrigir o problema.
Escoliose Idiopática do Adolescente: o que é
A EIA, escoliose idiopática do adolescente, consiste em uma deformidade da coluna vertebral em pessoas entre 10 e 18 anos. Nesse quadro, a coluna começa a criar uma curva anormal, ganhando, por exemplo, o formato de um “S” ou “C”. Isso, por consequência, altera a postura natural do tronco.
Ela geralmente progride durante os períodos conhecidos como de “estirão”. Ou seja, momentos nos quais o corpo cresce muito rapidamente. Estima-se que, atualmente, essa doença afeta de 2 a 4% da população. Na maior parte dos casos, acontece em meninas.
A escoliose idiopática é o tipo mais comum da doença. Além disso, dentre os tipos de escoliose idiopática juvenil, que abrange também o diagnóstico de crianças, a do adolescente é a mais frequentemente diagnosticada.
Casos de escoliose idiopática não têm causa definida. Apesar disso, especialistas apontam que pode haver um fator hereditário, algo que ainda não foi confirmado. Não há, atualmente, formas de prevenir a tendência da coluna em formar essa curvatura.
Complicações da Escoliose
A escoliose idiopática não traz risco imediato ao paciente. Se não for tratada, no entanto, ela pode progredir. Além dos prejuízos estéticos e emocionais, pela auto-estima, ela também pode causar compressão dos órgãos e impactar na saúde de forma geral.
Em casos importantes, a escoliose idiopática pode afetar consideravelmente a vida social e outras atividades do dia a dia, do lazer ao trabalho.
Escoliose Idiopática do Adolescente: diagnóstico e tratamento conservador
O diagnóstico precoce da EIA é essencial para garantir que a doença responderá ao tratamento conservador – ou seja, não-cirúrgico. A avaliação clínica é baseada em nos seguintes pilares:
- Alteração do triângulo de talhe;
- Assimetria dos ombros;
- Assimetria da bacia;
- Teste de Adams.

Os três primeiros sinais são avaliados com o paciente despido em pé e de costas. Já o Teste de Adams é feito com paciente debruçado para frente, deixando os braços soltos na direção do chão e as pernas retas. Quando há curvatura anormal da coluna, um lado da caixa torácica do paciente pode ficar mais alta que a outra.
Quando há suspeita da escoliose, o médico de coluna especialista pode solicitar exames de imagens. O objetivo, além de confirmar a hipótese diagnóstica, é definir o grau de acometimento e permitir o acompanhamento da progressão da doença.
Quando há o diagnóstico precoce, as chances de um tratamento conservador dar certo são grandes. Nessa modalidade de tratamento, podem ser realizadas sessões de fisioterapia além de ser indicado o uso de um colete chamado de órtese. O objetivo é ajudar a coluna a se desenvolver de maneira correta.
Já em casos mais extremos, nos quais o tratamento conservador para escoliose não dá resultados satisfatórios, é possível recorrer à cirurgia. Esse procedimento é feito por um cirurgião de coluna e é capaz de corrigir a curvatura anormal da coluna.
Graus de Escoliose
O tratamento do problema depende exclusivamente de sua gravidade, ou seja, do tamanho da curvatura da coluna. A doença se divide entre os seguintes estágios:
- Escoliose leve: curvatura de até 25° (monitoramento);
- Escoliose moderada: curvatura entre 25 e 45° (uso de órtese);
- Escoliose severa: curvatura com mais de 45° (cirurgia para escoliose).
Escoliose Idiopática do Adolescente: quando operar
A cirurgia de escoliose é complexa e feita em pacientes com curvatura de alto grau ou comprometimento físico significativo. Em jovens, quando há diagnóstico de escoliose moderada e o tratamento conservador não freia a progressão da doença, a cirurgia também costuma ser indicada.
Os detalhes da cirurgia dependem do tipo de curvatura e do grau do problema. Em geral, porém, utiliza-se enxertos ósseos, parafusos e hastes que ajudam a coluna a continuar seu desenvolvimento de forma correta.
Essa cirurgia é feita por neurocirurgiões especializados em coluna e o procedimento pode durar várias horas a depender das particularidades do quadro. Algumas semanas depois da cirurgia o paciente já pode retomar algumas atividades e a recuperação total acontece de quatro a seis meses após o procedimento.
Sintomas de Escoliose
Para diagnosticar a escoliose idiopática do adolescente precocemente, é importante observar o corpo do jovem especialmente durante os períodos de crescimento rápido. Os principais sinais de escoliose começam a aparecer nessa fase, e incluem:
- Diferenças na altura entre os lados do quadril;
- Cintura com aparência “torcida”;
- Costelas mais aparentes de um lado;
- Escápula mais aparente de um lado;
- Um ombro mais alto que o outro.
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Mais dúvidas sobre Escoliose Idiopática do Adolescente
Quem tem escoliose é considerado deficiente?
Depende do grau do problema. Uma escoliose leve não é considerada uma deficiência física. Já uma escoliose severa, com comprometimento significativo da postura e da execução de atividades do dia a dia, sim. Uma pessoa com esse quadro pode ser considerada PCD, ou seja, pessoa com deficiência.
Quem é PCD tem direito a alguns benefícios e isenções que podem ser garantidos a partir de laudo médico junto a instituições do governo, como o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Quando a escoliose é preocupante?
Um quadro de escoliose se torna preocupante quando há comprometimento físico para além de uma alteração na aparência do corpo. Pode haver, por exemplo, danos a órgãos como coração e pulmão caso a curvatura seja muito intensa e permaneça sem tratamento. Além disso, o problema pode se tornar incapacitante, impedindo a realização de tarefas diárias. Casos assim também são preocupantes.
O convênio cobre a cirurgia de escoliose?
De forma geral, planos de saúde cobrem a cirurgia de escoliose. Geralmente, o material utilizado e a internação do paciente já estão previstos pelo convênio – e os honorários médicos podem ser reembolsados sob apresentação de nota.
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