A escoliose é uma condição na qual a coluna vertebral tem uma curvatura lateral anormal. Muitos casos são de curvatura leve e podem ser monitorados sem necessidade de intervenção cirúrgica. Há, no entanto, situações nas quais é preciso operar a escoliose.
Escoliose: o que é?
A escoliose é uma curvatura lateral e anormal da coluna vertebral. Ela pode acontecer em qualquer parte da coluna, mas é mais comum nas regiões torácica (“meio” da coluna) ou lombar (acima dos glúteos). Estima-se que cerca de 1 a cada 300 crianças desenvolve escoliose ao longo da vida – e essa condição é mais comum em meninas durante a fase de crescimento rápido na adolescência.
Na maior parte dos casos, a causa da escoliose não é conhecida. Isso caracteriza a chamada escoliose idiopática, quadro em que não é possível estabelecer o que causou a deformidade.
Causas e consequências da escoliose
A escoliose tende a ser idiopática – ou seja, sem causa definida. Ainda assim, ela pode ser dividida em dois grupos: congênita (resultante de malformações vertebrais ainda na gestação) ou neuromuscular (associada a condições de saúde como paralisia cerebral ou distrofia muscular).
Quando não tratada adequadamente, e em casos nos quais a progressão da deformidade é intensa, as consequências podem ser:
- Dor crônica nas costas pelo desalinhamento vertebral;
- Problemas respiratórios como falta de ar devido à deformidade torácica;
- Alterações estéticas como assimetria nos ombros, na cintura e nas costelas.
Escoliose: tratamento sem cirurgia
Nem sempre é preciso tratar a escoliose. Essa condição pode ser monitorada e, se houver necessidade, há uma linha terapêutica conservadora para se testar. Em geral, isso envolve o uso de coletes ortopédicos para impedir a progressão da deformidade e fisioterapia para fortalecer a musculatura e melhorar a postura.
Escoliose: tratamento sem cirurgia
Em alguns casos, é preciso operar a escoliose. A cirurgia é considerada quando:
- O paciente apresenta curvatura superior a 45 ou 50°, especialmente em crianças na fase de crescimento;
- Há progressão rápida da curvatura;
- Há sintomas incapacitantes.
Como é a cirurgia de escoliose
O procedimento mais comum para corrigir a coluna em casos de escoliose muito acentuada é a artrodese de coluna, mais conhecida como fusão espinhal para escoliose. Nessa cirurgia, o especialista em escoliose insere parafusos e hastes metálicas nas vértebras afetadas para alinhá-las e estabilizar a coluna. Em seguida, enxertos ósseos são colocados para, literalmente, fundir as vértebras, resultando em uma coluna estável e reta.
Essa é uma cirurgia aberta que requer hospitalização e anestesia. A recuperação envolve fisioterapia e, em geral, o retorno às atividades do dia a dia ocorre após algumas semanas. É essencial que o procedimento seja realizado por um neurocirurgião experiente. Caso você esteja buscando um cirurgião de coluna no Rio de Janeiro, entre em contato comigo!
Mais sobre escoliose
Quando a escoliose é considerada grave?
A escoliose é considerada grave quando a curvatura da coluna excede um ângulo de 45 a 50°. O risco é ainda maior se houver tendência de progressão ou comprometimento das funções da coluna vertebral.
Que médico opera a escoliose?
O médico responsável por fazer a cirurgia de escoliose é o cirurgião de coluna, que pode ser um ortopedista ou neurocirurgião especializado em coluna.
Quem opera a escoliose tem uma vida normal?
Com a reabilitação feita de forma adequada, pessoas que fazem cirurgia de escoliose podem retomar às atividades normalmente. A recuperação e os resultados dependem da gravidade da curvatura, da técnica cirúrgica utilizada e do comprometimento do paciente com as orientações médicas no pós-operatório.